Vídeo: Homem é morto a tiros após ameaçar policiais com faca no Arco do Triunfo, em Paris

Um homem armado com uma faca foi morto a tiros pela polícia francesa no fim da tarde desta sexta-feira, 13, após tentar atacar agentes de segurança nas proximidades do Arco do Triunfo, em Paris. O episódio ocorreu durante a tradicional cerimônia de reacendimento da chama do Túmulo do Soldado Desconhecido, realizada sob o monumento.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, o ataque aconteceu pouco depois das 18h (horário local), no 8º arrondissement da capital francesa. O suspeito teria avançado contra policiais com uma arma branca e tentado esfaquear um dos agentes que integravam o esquema de segurança do evento.

Um segundo policial reagiu e efetuou quatro disparos. Três tiros atingiram o agressor no tórax e na perna. Ele foi socorrido em estado crítico e levado ao Hospital Europeu Georges-Pompidou, mas não resistiu aos ferimentos. Não houve registro de outros feridos.

O jornal Le Parisien identificou o homem como Brahim B., de 48 anos, cidadão francês. Segundo a publicação, ele já era conhecido das autoridades e estava sob vigilância administrativa do Ministério do Interior — medida aplicada a indivíduos considerados potencial ameaça à segurança e à ordem pública.

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Ainda de acordo com o jornal, o suspeito havia sido preso na Bélgica, em 2012, por esfaquear dois policiais. À época, teria declarado que queria “punir” o país pela adoção da proibição nacional do uso da burca. Ele foi libertado no fim do ano passado e permanecia sob monitoramento desde então.

A Procuradoria Nacional Antiterrorista da França informou, em comunicado, que abriu um inquérito preliminar para apurar as circunstâncias do ataque. Até o momento, as autoridades não detalharam a possível motivação do crime.

O incidente interrompeu um dos rituais mais simbólicos da memória francesa. A chama sob o Arco do Triunfo é reacendida desde 11 de novembro de 1923 em homenagem ao Soldado Desconhecido e aos franceses mortos na Primeira Guerra Mundial — símbolo que posteriormente passou a representar todos os combatentes do país mortos em conflitos. A cerimônia costuma reunir militares, veteranos e representantes de associações cívicas.

Por razões de segurança, a estação de metrô Charles de Gaulle–Étoile foi temporariamente fechada e um amplo perímetro de isolamento foi montado na região, uma das áreas mais movimentadas e turísticas da capital francesa.

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